sábado, novembro 27, 2010

Vivamus

Olhos.
Pernas.
Dentes.
Rosto.
Corpo.
Pernas.
Calça.
Tenis.
Camisa.
Pernas.
Pão.
Leite.
Tchao.
Pernas.
Volante.
Crachá.
Teclas.
Café.
Teclas.
Café.
Crachá.
Volante.
Pernas.
Carteira.
Teclas.
Ouvidos.
Pernas.
Volante.
Olá.
Leite.
Sono.

quarta-feira, novembro 24, 2010

Exigere

Vou me mudar, vou fazer a diferença acontecer!

Vou me manter constantemente exato...





Vou conservar-me mutante.

segunda-feira, novembro 22, 2010

Amicitia

Bom pensar que quando tudo parece bem "burtoniano", aquela flecha de luz, bem no fim já não parece tão longe.

Hoje percebo que fagulhas fraternas possivelmente causem incêndios em nossa vidas, elas arderam, nos queimaram, e deixaram marcas para que nunca esqueçamos dos amigos, não de momento, nem de olhar, mas aqueles que olham nos olhos e vivem os momentos, aquele que você sabe que nunca vão se afastar, mesmo com o enrugar do tempo, sempre te darão um tapinha nas costas e dirão "te avisei, não avisei ?".

Sem dúvida que estes são os melhores.

O mundo é vasto e curto demais para ficarmos tentando formar uma kilometrar amizade; ah, essa até pode existir, contudo um abraço carinhoso, um riso que lhe tire o ar, um beijo que lhe dê gosto, tampouco a confiança de se estar perto, possivelmente faltem, provavelmente.

Mas amigos, sempre serão amigos, os melhores!

Existentiae

Sei que tudo vai um dia se dissipar, desaparecer, sumir, exaurir, inexistir, apagar, mesclar, exilar...

Sei que nada disso vai ficar comigo, não o tempo que queria que ficasse; sei porque inigualavelmente a nossos sinceros olhos, que perdurarão o suficiente, objetos acontecem muito mais que os momentos, comuns, conseqüentemente esquecidos; diferente dos instantes que nunca se perderão, se não na memória.
Memória esta não imortal nem transcendente, mas tão somente memória, com todos seus defeitos e inquietações, dormente o bastante para fazer-nos continuar e errar quantas vezes forem possíveis, pois sua existência (esta sim, transcendente) tem como puro pai o ocorrido e o conseqüente, sempre vagos.

Não posso viver de memórias (elas não tem cálcio, ferro, potássio...), mas posso fazer melhor... 

sophializar.

domingo, novembro 21, 2010

Dicere

Não, não vou correr...
também não bater...

Primeiro, seria muita covardia simplesmente correr, e de certo, que bater, não é das melhores atitudes.

Fico naquela de saber, vai mesmo valer a pena ?
.
.
.
aposto que vale.

Somno

nas noites de dia quente
lua que não via
me vê
sol que me seguia
dormiu

nos dias de noite fria
sol que vinha
não veio
lua que me seguia
sumiu

Factum

De tudo que se fez, tudo que se pensou fazer ou aquilo que simplesmente aconteceu, tiro que tudo, cada segundo, cada pedacinho do momento sempre vai ser o melhor e mais inesquecível. Não digo que aquilo não vivido não poderia ter sido melhor, mas tudo que ocorreu, ocorreu da melhor forma possível.


Somos tão apegados ao que nunca fizemos, mas tudo que foi feito é o bastante suficiente, sempre, o bastante suficiente.

O tempo, tempo passante que nos faz lembrar e sonhar, tem leve culpa nisso tudo, apesar deste ser tão tudo quanto o nada. Vivo o melhor momento, a cada momento que este existir, e quando deixar de existir é simplesmente porque o tempo decidiu parar, nada mais, nem menos.